sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

opacidade de expressão






O meu mundo, estranho talvez...mas singular, tem vindo a revelar-se cada vez mais completo e sereno. Nem sempre pude contornar as situações inéditas e até escabrosas pelas quais atravessei ,desta forma tão tranquila e consciente. Apesar de não saber, aliás de não QUERER saber a que propósito me encontro de ânimo leve e simultaneamente tão ofensivo, sinto que é o ponto mais equilibrado da minha vida após tantas experiencias e sensações vividas. Entre o Caos e a pacificidade dos momentos felizes e não tão felizes, "(re)nasceu"  e cresceu a Ana, uma peste e um anjo de pessoa, que adora fantasias e a mais dura e cruel das realidades. Vive num balanço contínuo entre a busca da felicidade e divindade dos actos, e luta contra a solidão e rotina do dia a dia. Pensei, ontem, para mim, enquanto tentava explicar aos meus ouvintes (amigos) o que sentia e porque estava tão perturbada. Não encontrei palavras...desesperada entre o fumo congelado de uns quantos cigarros, não havia maneira de descrever o que me passava pela cabeça. Queria gritar e fugir dalí, ou então saltar para cima da mesa do café e despir-me desta cúpula que impede e retém os movimentos da minha mente. Alexitímia...é o termo mais acertado para definir o meu estado de invalidez verbal...

(O pior e melhor de mim, tu tens, e parece que até as palavras me conseguiste roubar á distância...)

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